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10/09/17 11:15

O que o furacão Irma pode nos dizer sobre os rumos tomados por nossa espécie?

Uma reflexão sobre Exploração Animal, Meio Ambiente e Economia.

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O que o furacão Irma pode nos dizer sobre os rumos tomados por nossa espécie?
Foto: Divulgação

“Diferente de todos os outros animais, os seres humanos não se adaptaram puramente ao seu meio ambiente, mas começaram a "usar" o meio ambiente para seus propósitos.”

A frase acima foi escrita pelo paleontólogo e arqueólogo alemão Frederick Everard Zeuner, em 1963. Coincidentemente, de lá pra cá temos presenciado a maior devastação ambiental já observada em nossa história, graças ao aumento da demanda por carnes, laticínios, ovos, e outros produtos de origem animal.

Falar da relação entre o ambientalismo e o modo de vida que busca excluir todas as formas de exploração animal do planeta, o Veganismo, nos leva a alguns importantes desdobramentos, que serão abordados a seguir.

A primeira questão trata das divergências dentro do próprio movimento vegano, onde muitas pessoas afirmam a questão ética, e apenas ela, como sendo nossa base, excluindo o meio ambiente como parte desta base, o qual consideramos tão importante quanto. Talvez isto se deva ao fato de, na prática, elas não se atentarem que a palavra “meio” não significa “metade”, e sim um todo que engloba os reinos mineral, vegetal e animal; tudo o que existe em nosso planeta. Logo, podemos perceber a importância de manter este todo em equilíbrio, pois sem isso não há qualquer sentido falarmos em libertação animal, já que a própria vida na Terra estará em risco. Na verdade, já está.

Do outro lado, temos ambientalistas que não consideram as atividades que exploram animais como a principal questão a ser resolvida, especialmente a pecuária. Esta vertente está mais preocupada em se esconder atrás de um movimento que trabalha para regulamentar a devastação ambiental, e não para revertê-la, já que mantêm os principais hábitos responsáveis pelo problema: o consumo de produtos de origem animal.

Alguns “especialistas” da corrente “ambientalista” citada afirmam até mesmo que não há responsabilidade humana nas mudanças climáticas, já que o planeta teria seus próprios ciclos auto-regulatórios. Logicamente, esquecem de que se o planeta precisa de seus ciclos auto-regulatórios, algo está desregulado.

Alheio aos grupos citados temos um terceiro, mais preocupado com a Economia, e que inclui empresas pecuaristas, as indústrias médica e farmacêutica, a mídia, e os próprios governos de países que vangloriam a pecuária como atividade geradora de emprego e renda, pois não colocam na conta o altíssimo preço da devastação ambiental e da própria saúde humana.

Nas últimas décadas, nossos impactos ambientais cresceram em um ritmo no qual jamais fomos capazes antes, tudo graças aos “avanços”, que proporcionaram a derrubada maciça de florestas, e a exploração de mais animais em menos tempo, incluindo a plantação de toneladas de grãos para alimentá-los. Tudo para atender a uma população mundial crescente, sedenta por animais e suas secreções.

Estima-se que até 2050 a demanda por produtos de origem animal dobre, o que será facilitado por uma população prevista para chegar a 9,6 bilhões de pessoas no mesmo ano. Se você está preocupada(o) com isso, mas ainda não parou de financiar a exploração animal, e consequentemente a extinção de espécies, incluindo a sua própria, passou da hora de tomar uma atitude a respeito, e incentivar outros a fazerem o mesmo, pois já não temos planeta para nossa incrível capacidade destrutiva. E quem reclamar que estamos impondo um modo de vida, deve lembrar que o modo de vida imposto, na verdade, é o que estamos vivendo, e que está nos destruindo.

De todo modo, o próprio Planeta, como um organismo vivo que é, está tomando providências, e o furacão Irma é apenas uma de suas defesas. Os prejuízos causados por ele certamente são insignificantes, se comparados aos sofridos pela Terra ao longo dos milênios em que a espécie humana a habita. De tempos em tempos, com tais artifícios, nosso Planeta mostra o que de fato é importante, e que nosso intelecto e tecnologia são facilmente subjugados quando a Natureza quer dar o seu recado.

Tudo isso nos leva à conclusão de que precisamos enxergar o todo; do contrário, nos manteremos em desunião e pereceremos. Se preocupar exclusivamente com a Exploração animal, com o Meio Ambiente, ou com a Economia, tem se mostrado um péssimo caminho para uma espécie que se julga possuidora de uma inteligência superior, mas que destrói o próprio meio onde vive, bem como os próprios semelhantes humanos e não humanos, para priorizar coisas menos importantes.

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