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14/08/16 10:00

Hipista abandona olimpíadas para poupar cavalo e reacende discussões sobre exploração animal

Mesmo doente, Animal teve que ir pra Arena.

Hipista abandona olimpíadas para poupar cavalo e reacende discussões sobre exploração animal
Foto: Facebook / Adelinde Cornelissen

Na última quarta-feira (10/08), a hipista holandesa Adelinde Cornelissen se viu forçada a abandonar as olimpíadas do Rio, quando o cavalo que utiliza para competir demonstrou total falta de condições após entrar na Arena.

Na manhã do dia 9, quando a Hipista foi retirar Parzival — como é chamado o Cavalo — do estábulo para treinar, notou que o lado direito de sua cabeça estava inchado, e que ele estava chutando as paredes, conforme relatou a própria Atleta em sua página no Facebook.

Adelinde contou que logo após perceber o inchaço e agitação de Parzival, mediu sua temperatura e verificou que ele estava com febre. A equipe de veterinários concluiu que o Cavalo foi picado por algum animal peçonhento. Na manhã do dia 10, segundo a Hipista, Parzival aparentava estar melhor, mas ela e sua equipe pediram à Federação Eqüestre Internacional (FEI) para que sua competição fosse adiada, assim ele teria um dia para se recuperar, mas o pedido foi negado.

"Eu dormi no estábulo, checando Parzi a todo momento... Eu não iria deixá-lo sozinho! É claro que eu não consegui dormir...", contou Adelinde. Segundo a hipista, ela tinha desistido de competir ainda no dia 9, mas após notar a melhora do Cavalo no dia seguinte, mudou de ideia e resolveu fazer um treino de 10 minutos, para ver como ele estava.

Após ser checado pelos veterinários, Parzival foi liberado para competir. Afinal, o que sempre importa é que caprichos humanos sejam mantidos, mesmo que isto implique em sofrimento para outros animais. Ao entrar na arena, Adelinde percebeu que havia algo errado. "Ele estava ok, embora não se sentia muito poderoso... Quando eu entrei eu senti que ele estava dando seu máximo e sendo o lutador que ele é.", contou. Apesar de tentar continuar, a hipista decidiu poupar Parzi de mais sofrimento — além do que ele já enfrenta como objeto de montaria, claro — e abandonou a prova. "Ele nunca desiste... mas para protegê-lo, eu desisti.", conclui Adelinde.

O fato repercutiu nas redes sociais, reacendendo discussões sobre a exploração de cavalos e outros animais. Cavalos, assim como outros animais e nós humanos, sentem e sofrem. A humanidade tem utilizado animais para lhe servir, de acordo com as características de cada espécie, o que também varia conforme a cultura local. Alguns viram comida, outros servem como diversão, ou para suprir carências afetivas. Já os cavalos são explorados por terem sido supostamente criados para carregar seres humanos, pois "são muito fortes e não tem problema", dizem algumas pessoas. Precisamos aprender a deixar os outros animais em paz, e este respeito certamente crescerá também entre seres humanos, vítimas da possessividade.

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