Não é de hoje que sabemos que os animais criados nas fazendas de carnes, leite e ovos ao redor do mundo costumam desenvolver múltiplas infecções, e uma enorme quantidade de antibióticos é utilizada para tratá-los, a fim de evitar que morram antes de se tornarem "comida".
A nova superbactéria é uma variação da E. Coli que se mostrou resistente à Colistina, um antibiótico conhecido por ser o último recurso no tratamento de infeções causadas por algumas superbactérias. A colistina também é muito utilizada pela indústria Pecuária para tratar infecções, incluindo algumas causadas por outras variações da própria E. Coli em porcos.
Segundo uma notícia do jornal norte-americano The Washington Post, pesquisadores descobriram pela primeira vez uma pessoa infectada com a nova superbactéria nos EUA. Em novembro de 2015, pesquisadores Ingleses e Chineses encontraram esta nova variação da E. Coli em porcos, e também em um pequeno número de pessoas na China. Posteriormente, descobriu-se casos na Europa e em alguns outros lugares.
Ainda segundo o The Washington Post, pesquisadores do Departamento de Agricultura e do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA também encontraram a superbactéria em uma amostra de intestino de porco, após testarem centenas de amostras de carne. O Departamento de Agricultura anunciou que está trabalhando agora na identificação da fazenda de origem da carne.