Em julho deste ano, um vídeo liberado pelas ONGs australianas Animal Liberation e Aussie Farms mostrou pintinhos machos vivos sendo triturados vivos e descartados como lixo da indústria de ovos.
A prática é um padrão desta Indústria em todo o mundo, e é adotada porque pintinhos machos não têm valor para empresas que produzem ovos. Fêmeas, por sua vez, passam pela debicagem para evitar que pratiquem o canibalismo dentro dos espaços minúsculos onde viverão uma vida de terror. No final de suas vidas produtivas, também são mortas para virar algum tipo de produto.
Dois dias após a liberação do vídeo, cerca de 100 ativistas se encontraram na fábrica onde as filmagens foram feitas, que fica em Bendigo, cidade localizada no estado australiano de Victoria. Alguns dos ativistas invadiram a propriedade para desligar o triturador, tentar salvar alguns pintinhos, e chamar a atenção para a crueldade praticada no local.
Na filmagem, um dos ativistas aparece dizendo que o grupo vai resgatar alguns pintinhos machos, pois a empresa não precisa deles, de qualquer forma. Um funcionário diz que os ativistas estão violando a lei, e que o local é certificado para exercer suas atividades. Ameaça de processo judicial também foi dirigida aos ativistas, por estarem causando danos à propriedade e até mesmo (pasmem) ao bem-estar dos animais, que foram molhados quando funcionários jogaram água em alguns ativistas e suas câmeras.
A polícia chegou ao local para resolver o caso, e os ativistas conseguiram sair com 150 pintinhos machos resgatados, que estão sob seus cuidados. A ação não conseguiu interromper as atividades do local, mas serviu para chamar a atenção e permitir que mais pessoas reflitam sobre a crueldade que financiam todos os dias.
Assista ao vídeo da Ação (Vimeo):